Canto da Areia

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Pianista, compositor e arranjador que passou pelos grupos paulistanos Aquilo Del Nisso e Café Jam, Beba Zanettini abre o leque em seu segundo disco solo, “Canto de areia” (independente / Distr. Tratore).

Mesmo que a maioria das dez faixas tenham letras, a espinha dorsal é o instrumental brasileiro, passando por samba, bossa, xaxado e baião, mas que também flerta com ritmos latino-americanos, como o cha-cha-chá em “Salsinha” (com letra e voz de Olivia Genesi) e a milonga em “Del sur” (com letra e voz da cantora argentina Liliana Morales).

Produtor musical do CD, ao lado do saxofonista e flautista Paulo Oliveira, Zanettini se cercou de diferentes cantores e instrumentistas, incluindo mais gente de fora, como os alemães Eva Jagun (voz) e Manuel Zacek (contraixo) e a checa Iva Bittová (voz).

É disco rico em detalhes, para ser apreciado aos poucos, mas, nas primeiras audições se destacaram as impressionistas “Chuva no mar, canto da areia”, que remete ao Japão em sua abertura e depois segue em trilha brasileira-universal; e “Água sem fim”, esta, segundo Zanettini conta no texto do encarte, inspiradas nas várias modulações que Jobim usou em “Matita Perê”.

Por Antonio Carlos Miguel


Músicas

Sereia
Hoppe Reiter Schaun
Umaih!
Água Sem Fim
Chuva no mar, canto da sereia
Salsinha
Del Sur
Na Asa do Gonzaga
Três Poemas Que Não Se Conhecem
Silent Wild


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Capa e contracapa