No lago do olho

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Neste CD, o primeiro trabalho solo do instrumentista, compositor, arranjador e produtor Cid Campos, Felipe Ávila participa em quase todas as faixas, não só como instrumentista, mas também colaborando em vários arranjos. Filho do poeta concretista Augusto de Campos, Cid mistura no cd suas experiências com música instrumental experimental e poesia, dividindo composições com vários amigos e poetas como Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhoto, Péricles Cavalcanti, Walter Silveira, Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos, entre outros.
Leia a seguir um trecho da apresentação do CD escrita por Péricles Cavalcanti:

“Só com um talento genuino como o de Cid Campos a música pode acontecer assim tão sutilmente universal e quase desapercebidamente pessoal, misteriosa e precisa, antiga e atual, aquém e além das diferenças preliminares entre invenção e repetição, maestria e casualidade, arte e técnicas.
E é isso (e muito mais) o que se ouve neste disco singular, concebido e realizado com distinção e clareza, abrangente quanto ao repertório e influências (passando pelo rock, pelo samba,, pela música eletrônica, por simples letras e canções, por experimentos poético-musicais de muitas espécies) e que, contando com um elenco de participantes tão rico como heterogêneo, soa admiravelmente coeso e contemporâneo.
É, portanto, com alegria e entusiasmo que saúdo este CD do cid, amigo e parceiro de tantos sons.”

Péricles Cavalcanti


Este Cid Campos, pouco conhecido do lado de cá do Atlântico, é filho de Augusto de Campos, o famoso poeta concreto, fonético, etc., brasileiro, e a mais-valia deste disco em que a MPB se cruza decididamente com o jazz, o rock e os ritmos de dança, tocados por músicos excelentes (atenção ao guitarrista Felipe Ávila) que por cá desconhecemos de todo, é o facto de se basear, precisamente, em textos de Augusto de Campos e de outros poetas experimentais do Brasil, como Walter Silveira, Ronaldo Azeredo, José Lino Grunewald, Haroldo de Campos, Eurico de Campos (uma senhora família, como se vê!) e Lenora de Barros, a que se juntam outros do próprio punho de Cid, a sós ou a meias com o seu pai. As semelhanças com a música de Zeca Baleiro são mais do que muitas, mas para melhor ainda, e espreitam constantemente as influências musicais desse gigante que é Hermeto Pascoal. A vanguarda ao alcance das massas, também se poderia dizer deste disco que agita águas mas arrisca-se a passar despercebido, devido às vicissitudes da indústria e do comércio discográficos.
No Lago do Olho, Dabliú Discos/Megamúsica


Músicas

  • o olho do lago
  • etc
  • vamp neguinha
  • banheiro público
  • máximo fim
  • flor da boca
  • sairótsih
  • tempoespaço
  • velocidade
  • apertar o cinto
  • crisantempo
  • life
  • corredeira
  • êxtases
  • desktop
  • o comedor de cachorro
  • maringuelê
  • viventes e vampiros
  • samba concreto